Ao Caderno Cotidiano da Folha de S. Paulo

Quero agradecer a Folha de S. Paulo, em especial ao caderno Cotidiano por ter intercedido ao meu favor junto a Ouvidoria da AES Eletropaulo referente ao processo de pagamento do sinistro que favoreceu a Sra. Maria A. Guirar. Esta mensagem vai um pouco atrasada porque eu queria estar seguro da conclusão do processo.

No dia 17/07/2006 recebi um mensageiro que veio trazer o cheque para dona Maria, o qual foi por mim depositado em conta corrente bancaria e devidamente compensado. Apesar de contrariar o modo de pagamento combinado, dando-me com isso mais trabalho, fiquei satisfeito porque finalmente o caso está encerrado.

Para concluir definitivamente esse lamentável episódio quero sugerir ao Caderno Cotidiano da Folha de S. Paulo que investigue junto a quem compete, o modo como os produtos Proteção Premiada e Super Proteção Premiada da ACE Seguradora chegam aos consumidores da AES Eletropaulo. Ou seja, quanto são os usuários que aderiram ao programa, quantos se viram nas condições de receber o seguro e quantos efetivamente o receberam. Permito-me pensar que muitos segurados desistem de acionar a seguradora no intuito de receber o que lhes é devido por conta dos inúmeros obstáculos que a Seguradora impõe, que até podem configurar-se como de má fé, a exemplo do que aconteceu conosco.

Trata-se de um importante serviço que a Folha de S. Paulo há de prestar a todos os paulistas que pagam pela energia fornecida pela AES Eletropaulo, que por sua vez pode até nem ter conhecimento de como vem agindo a Seguradora. Sugeri a Ouvidoria da AES Eletropaulo que fizesse uma auditoria desse serviço mas não acredito que tome essa providência a menos que um trabalho prévio de investigação seja feito pela imprensa.

Mais uma vez quero agradecer as Vs. Sas. pela pronta dedicação com que brindou o caso, que levou a Ouvidoria da AES Eletropaulo a mobilizar no ato o seu supervisor, que por sua vez resolveu no mesmo dia a pendência, evitando que a ACE Seguradora protelasse ainda mais o cumprimento de sua obrigação.

Devo aqui congratular-me com a atenção e cordialidade que a Ouvidoria da AES Eletropaulo dispensou às minhas chamadas telefônicas, só tendo a lamentar que foi apenas com a intercessão da Folha de S. Paulo que o processo foi concluído sem mais delongas.

Coloco-me à disposição do Caderno Cotidiano para qualquer informação que de mim desejar obter sobre este caso e sobre tudo o mais que estiver ao meu alcance.

Cordialmente

Read A. Guirar



Escrito por Guirar às 12h53
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Vítima da Eletropaulo?


À redação do Caderno Cotidiano da Folha de S. Paulo
 
Assunto: Seguro Proteção Premiada... com descaso?
 
 
Não é a primeira vez que sou obrigado a recorrer a Folha de S. Paulo para denunciar desvio de conduta de importantes instituições, felizmente sempre com a ação rápida e eficiente desse jornal. Desta vez trata-se da  ACE Seguros, seguradora que vende serviços através da AES Eletropaulo. Isso significa que a história que passarei a relatar interessa a centenas de milhares de clientes AES Eletropaulo, considerando que a AES Eletropaulo atende a milhões de residências no Estado de São Paulo. Significa também que a referida seguradora tem importância relevante porque detém a exclusividade da venda desses seguros cuja cobrança vem mensalmente na conta de luz.
 
O Caso
 
Em dezenbro de 2005 faleceu o cliente AES Eletropaulo no. 40031845, Francisco Fernandes Guirar, morador da rua que leva o seu nome, Rua Francisco Fernandes Guirar, 620 (porque foi o primeiro usuário da Eletropaulo), Potuverá, Itapecerica da Serra - SP, e, segurado na modalidade Proteção Premiada da referida seguradora.
 
No início de março de 2006, vagamente superado o período de luto, entrei em contato com a AES Eletropaulo, em nome da viúva Maria Aued Guirar (92 anos), para receber o sinistro constituído de auxilio supermercado e abono parcial da conta de luz. A AES Eletropaulo me encaminhou para o telefone 0800-8881014 da seguradora que por sua vez registrou a minha solicitação e informou que eu deveria enviar alguns documentos para que o processo fosse aberto. Enviei conforme foi solicitado, por carta registrada, cópia autenticada do atestado de óbito, cópia simples do CPFe do RG do falecido e cópia simples da última conta paga antes do falecimento. Como se tratava de primeiros contatos não tomei a precaução de anotar os números dos respectivos protocolos de atendimento, até porque me garantiram que nossas conversas estariam sendo gravadas. De qualquer modo, pediram-me que aguardasse o resultado da análise do processo e novo pedido para completar a documentação. Não me enviaram nada por escrito.
 
Passou o mês de abril. Após alguns contatos, sempre por telefone, solicitaram-me cópia autenticada da certidão de casamento atualizada e uma autorização registrada em cartório permitindo o depósito em conta corrente de terceiros, uma vez que D. Maria não tem conta bancária. Para esse efeito, tive que me deslocar até São Paulo depois de enorme esforço para localizar a certidão de casamento original que ocorreu há cerca de 65 anos, o cartório de origem que já não existe mais e o cartório depositário dessa certidão.Em seguida fui obrigado a deslocar D. Maria da casa em que vive na zona rural de Itapecerica da Serra até o cartório no centro da cidade de Itapecerica distante cerca de 20 kms para abrir firma e registrar a autorização com firma reconhecida. Apesar de ser uma viagem curta para a maioria das pessoas não o é para uma idosa de 92 anos e com a saúde debilitada.
 
 No dia 09 de maio de 2006 postei a documentação nos CORREIOS em carta registrada. Estava assim perfeitamente identificada a beneficiária do seguro. A seguradora afirma que só recebeu a carta no dia 16 de maio. Mesmo assim aguardei a finalização do processo que, segundo o atendimento no 0800 da seguradora informou que, uma vez tendo sido aprovado, o bônus na conta ocorreria na conta com vencimento no mês de junho e o auxílio supermercado seria pago imediatamente após a inserção do bônus da conta no sistema da AES Eletropaulo.
 
Como até esse momento eu não tinha nenhum documento formal voltei repetidas vezes a contatar o 0800 afim de que mo enviassem. Para minha surprêsa, fui informado nessa ocasião que o bônus na conta de luz só seria inserido na conta com vencimento em julho. Contestei o equívoco mas me dispus a aguardar o telegrama que não veio mesmo depois de duas reclamações minhas e duas promessas de envio por parte da seguradora. Cheguei até a contatar o serviço de distribuição da correspondência dos CORREIOS e, por sugestão desse serviço, o próprio carteiro que atende nossa região para que ele me informasse pessoalmente quando da chegada do importante telegrama para evitar qualquer extravio do mesmo.
 
Nesse ínterim, solicitei por duas vezes à seguradora, ao menos um email confirmando a aprovação do processo. Na segunda tentativa, recebi sim um email com aparência bastante informal confirmando o pagamento do bônus a partir da conta com vencimento em julho. Continuei exigindo um documento via telegrama (que é a forma que a seguradora costuma empregar segundo o atendimento). Até hoje nada.
 
Quando recebemos a conta de luz com vencimento EM JUNHO dela já constava o abono a que a beneficiária tem direito. Voltei então a contatar a seguradora para saber quando seria feito o pagamento do auxílio supermercado. Outra surprêsa. Fui informado que a seguradora havia enviado uma "carta" solicitando cópia autenticada do CPF e RG da beneficiária. Não recebi. E que só seria feito o pagamento após o recebimento desses documentos.
 
No dia 30/06/2006 entrei em contato com a Ouvidoria da AES Eletropaulo porque já estava configurada a retenção indevida do benefício. Fui atendido com muita cordialidade e compreensão por D. Marta, às 13:04hs, protocolo no.6061348 que me prometeu uma solução no prazo de um a dez dias. Nessa oportunidade reiterei minha indignação por ter que identificar novamente a beneficiária e que a exigência da ACE Seguradora era desnecessária já que D. Maria teve que ser identificada pessoalmento no cartório para o registro da autorização acima mencionada.
 
No no fim do dia 04/07/2006 recebi um telefonema da seguradora insistindo no envio do CPF e RG autenticados. Sob protestos postei os documentos exigidos através do SEDEX 10 no dia 06/07/2006 (objeto:SX270050675BR), quinta feira, que certamente foi entregue até às dez horas da manhã do dia seguinte, o dia 07.
 
Na segunda-feira, 10 de julho, ontem, a atendente da seguradora me informou que os documentos tinham sido entregues nesse dia 10 e que seria submetido ao departamento correspondente para poder realizar o pagamento do benefício.
 
Até agora não fui informado do pagamento, se é que ocorreu.
 
 


Escrito por Guirar às 01h58
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Vítima da Eletropaulo? cont.

 
O que se depreende dessa história é que a ACE Seguradora parece que só acordou para sua responsabilidade após ter sido contatada pela Ouvidoria da AES Eletropaulo, mais de quatro meses após o primeiro contato com o 0800 da seguradora (única forma de contato possível). Cheguei a sugerir a Ouvidoria da AES Eletropaulo que a mesma considerasse uma auditoria junto à ACE Seguradora e à administrativamente vinculada AON Affinity do Brasil.
 
Quatro meses se passaram e D. Maria ainda não se beneficiou do seguro de seu marido, pelo contrário. Entre custos de transporte, papéis, registro, autenticações, telefonemas, custos financeiros provocados pela demora em receber o que lhe é de direito e com o que contava, horas dispendidas ao telefone, etc, e mais, impossibilidade de requerer indenização por dano elétrico por impedimento burocrático na transferência de titularidade da conta de luz, D. Maria já teve um prejuízo que ultrapassa a ordem dos R$400,00 (quatrocentos reais). O benefício para auxílio de supermercado monta a apenas R$1200,00 (mil e duzentos reais). Sem mencionar a angústia, a humilhação e a incerteza porque passamos. D. Maria vive com um salário mínimo, precisa de remédios, alimentação adequada, socorro médico (prestado pelo SUS) e ainda tem que fazer frente a outras despesas necessárias para a manutenção de sua vida. Recebe ajuda limitada de parentes que não cobrem o total de sua despesa. Ela está sofrendo demais com essa situação o que a impede de ter um final de vida digno e respeitoso, quanto mais não seja por tudo e por tanto que ela contribuiu para o bem estar de nossa comunidade.
 
.


Escrito por Guirar às 01h56
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Vítima da Eletropaulo? cont.

 
Espero, mais uma vez, que a Folha de S. Paulo olhe para este drama que pode ser o drama de milhares de clientes da AES Eletropaulo.
 
Respeitosamente
Read A. Guirar
Rua Francisco Fernandes Guirar, 620
Potuverá - Itapecerica da Serra - SP
CEP 06850-000
fone: (011) 4147-1071
 
PS: Fiz tantos telefonemas ao 0800 da seguradora que perdi a conta. Alguns mais importantes anotei os protocolos de atendimento. São eles:
 
05/06/06 - 1896050606
07/06/06 - 1762070606
14/06/06 - 1539140606
20/06/06 - 1573206006
27/06/06 - 1842270606
30/06/06 - .......300606
04/07/06 - 1539040706
 
Contudo, se for verdade que todos os contatos foram gravados pela seguradora, uma pesquisa apontará dezenas de horas de conversa telefônica. Neles, e se nenhum for omitido por má fé, se encontra toda a verdade.


Escrito por Guirar às 01h53
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Um açougue ridicularizando importantes instituições

Hoje, quarta-feira, dia 22/09/2004, dando sinais que está acima da lei e da
necessidade de ter um comportamento social adequado, o açougue continua
colocando suas caixas na calçada, em alto volume. Pois é, ele é maior e mais
forte que a Prefeitura e a Folha de S. Paulo. A praça inteira é testemunha.

Read Guirar


----- Original Message -----
From: "Eliane Fortunatti" <elianef@PREFEITURA.SP.GOV.BR>
To: "'guirar'" <guirar@uol.com.br>
Sent: Monday, September 20, 2004 7:22 PM
Subject: RES: Violência Sonora no Largo de Pinheiros


Prezado senhor,
Informo-lhe que seu e-mail foi encaminhado a Subprefeitura solicitando a
averiguação e providências do caso. Ocorre que neste final de semana a
Subprefeitura sofreu um assalto onde levaram todos os equipamentos. Então
não sei quando receberão e como tomarão conhecimento, pois o mesmo foi
encaminhado na sexta à noite.
Atenciosamente,

> ----- Mensagem original -----
> De: guirar [SMTP:guirar@uol.com.br]
> Enviada em: sábado, 18 de setembro de 2004 11:03
> Para: Cidade Sua
> Cc: emergência; Ouvidoria da Prefeitura de São Paulo; Gabinete
> da Prefeitura de São Paulo
> Assunto: Violência Sonora no Largo de Pinheiros
>
> Atendendo à exigência do Disc Psiu Pinheiros e do Gabinete da Prefeita fiz
> a denúncia de reincidência da infração cometida pelo açougue que insiste
> em usar caixas de som na calçada para propagandear seus produtos em
> detrimento da saúde da população do entôrno do Largo de Pinheiros.
>
> O protocolo de atendimento realizado e fornecido pelo atendente que se
> identificou como Luis Santos é de nº CA1257610 que se segue aos CAs
> n0407869, 0583951 e 636661 feitos anteriormente .
>
> Hoje, sábado, mais uma vez, fui forçado a pedir a intervenção da Polícia
> Militar para tentar ao menos diminuir o som que estava em níveis
> insuportáveis. A ocorrência deve ter sido registrada pelo policial que
> dirigia a viatura de placa CMW 4399, às 09:54h.
>
> O açougue continua com as caixas de som na calçada, agora com o volume um
> pouco abaixo do que estava
> mas ainda incomoda muito porque o que se ouve é um locutor berrando
> repetida e insistentemente o nome do açougue Center Carnes 2 Nelore, os
> tipos de carne e seus preços, intimando os transeutnes a entrar no
> açougue. Tudo isso intercalado com vinhetas musicais.
>
> Eu lamento que a Prefeitura de São Paulo não tenha pudores em fazer valer
> a Lei do Silêncio em situações como esta, repito: é um caso emblemático,
> por se tratar de uma das mais antigas e principais praças da maior cidade
> do hemisfério sul do planeta e em breve a segunda maior cidade do mundo.
>
> Por muito menos e até sem o prejuízo de ninguém a não ser do próprio
> infrator, muitos perderam a liberdade e amargaram anos importantes de sua
> vida na cadeia.
>
> Read Guirar

>





Escrito por Guirar às 18h29
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Últimos capítulos?

Atendendo à exigência do Disc Psiu Pinheiros e do Gabinete da Prefeita fiz a denúncia de reincidência da infração cometida pelo açougue que insiste em usar caixas de som na calçada para propagandear seus produtos em detrimento da saúde da população do entorno do Largo de Pinheiros.
 
O protocolo de atendimento realizado e fornecido pelo atendente que se identificou como Luis Santos é de nº CA1257610 que se segue aos CAs n0407869, 0583951 e 636661 feitos anteriormente .
 
Hoje, sábado, mais uma vez, fui forçado a pedir a intervenção da Polícia Militar para tentar ao menos diminuir o som que estava em níveis insuportáveis. A ocorrência deve ter sido registrada pelo policial que dirigia a viatura de placa CMW 4399, às 09:54h.
 
O açougue continua com as caixas de som na calçada, agora com o volume um pouco abaixo do que estava
mas ainda incomoda muito porque o que se ouve é um locutor berrando repetida e insistentemente o nome do açougue Center Carnes 2 Nelore, os tipos de carne e seus preços, intimando os transeutnes a entrar no açougue. Tudo isso intercalado com vinhetas musicais.
 
Eu lamento que a Prefeitura de São Paulo não tenha pudores em fazer valer a Lei do Silêncio em situações como esta, repito: é um caso emblemático, por se tratar de uma das mais antigas e principais praças da maior cidade do hemisfério sul do planeta e em breve a segunda maior cidade do mundo.
 
Por muito menos e até sem o prejuízo de ninguém a não ser do próprio infrator, muitos perderam a liberdade e amargaram anos importantes de sua vida na cadeia.
 


Escrito por Guirar às 18h38
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Setembro de 2004

17 de setembro de 2004
 
Este é o nosso país e o nosso povo?
 
Pois bem, poucos meses depois, o açougue voltou a colocar as caixas de som na calçada. Quer dizer, ter sido alertado da possibilidade de multa alta e até de um eventual impedimento de continuar funcionando parece não ter significado muito para o açougueiro. Ou tem as "costas largas" ou não acredita na eficiência da fiscalização ou tem dinheiro para jogar fora.
 
Mas ele voltou e eu também. Liguei para o Psiu- Pinheiros. O Sr. Leopoldo estava em horário de almoço, então deixei recado com quem me atendeu. Agora volto a escrever para o emergencia@uol.com.br, para o cidadsua@uol.com.br, para a ouvidoria@prefeitura.sp.gov.br e para o gabinete da Prefeita. Enquanto isso, os decibéis continuam afetando o meu cérebro. É inacreditável.
 
O açougueiro nem ao menos esperou a minha retirada para se lançar sobre a praça. Sim, porque felizmente e finalmente tomei a decisão de deixar de prestar serviço a esta comunidade após 32 anos ininterruptos. O sacrifício é superior às minhas forças. Suportei três anos e ainda que eu pudesse contratar pessoal para ficar em meu lugar não sei como me sentiria transferindo para terceiros esse problema. Ou como o faria.
 
A Prefeitura é responsável. A Prefeitura poderia evitar essa agressão.
 
Read Guirar   
 
PS: Acabo de procurar novamente pelo Sr. Leopoldo no Disc-Psiu Pinheiros e recebi o recado por quem me atendeu em que ele me pede para fazer nova denúncia no 156. Ora, se a cada reincidência temos que abrir novo processo então não há punição e a lei não se aplica. O que significa isso?
 
Ainda, acabo de falar com Dª Lili, Secretária da Prefeita que também insiste que nova ocorrência deve ser registrada para que se caracterize a reincidência. É chocante. Amanhã, sábado, o açougue voltará a berrar na praça.
 
Maiores informações em
 


Escrito por Guirar às 19h54
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17º email - O Caminho das Pedras... Pontiagudas

O QUE É O BARULHO?

Barulho é, por definição, um som indesejável. Ele varia em sua composição em termos de freqüência, intensidade e duração. Sons que são agradáveis para algumas pessoas podem ser desagradáveis para outras. Por exemplo, os sons de música rock são divertidos para alguns, mas outros já os consideram ofensivos. Então, para um som ser classificado como "barulho", este deve ser julgado pelo ouvinte.


Poluição sonora

Quantidade de ruído em excesso a que fica exposto o cidadão e que leva ao comprometimento da sua qualidade de vida. Pode ser provocada por inúmeras atividades. Nas áreas urbanas, o tráfego pesado, as buzinas, as aeronaves, a construção civil, as casas de diversão noturnas e o hábito de usar aparelhos de som em volume elevado são responsáveis pela poluição sonora. Inúmeras alterações no organismo podem ocorrer em função da poluição sonora como vertigens, neuroses, redução da acuidade visual, mudança de ritmo cardíaco, insônia, diminuição da produtividade física e mental e a perda da acuidade auditiva.

http://portal.prefeitura.sp.gov.br/guia/psiu

 



Escrito por Guirar às 15h38
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Fw: Barulho no Largo de Pinheiros

Telefonei para o Sr. Leopoldo no Psiu  Pinheiros e ele me encaminhou de volta para a central no telefone 156, alegando que o PSIU já se encontrava normalizado e que ele não aceitaria mais as reclamações diretamente. Achei razoável e tomei esse caminho.
 
Como sempre, o atendimento no 156 é imbecil. Ou se tem endereço e razão social do denunciado ou o PSIU não tem como agir. Quer dizer, a lei fica sem aplicação porque a burocracia é idiota na acepção ampla do termo.
 
Para se ter uma idéia, o caminho para o site do PSIU que se encontra no portal da Prefeitura passa pela Secretária de Abastecimento. Se a atendente do PSIU-156 não me tivesse dado a pista eu jamais o encontraria. E ela só me forneceu o caminho depois de perguntar a alguém. Nem Kafka!
 
Ainda assim insisti e quero ver no que vai dar.
Abaixo se lê a denúncia que fiz pela Internet.
 
 
----- Original Message -----
From: guirar
Sent: Saturday, April 10, 2004 5:11 PM
Subject: Barulho no Largo de Pinheiros

Enviei formulário preenchido on line que me exige o endereço e razão social do estabelecimento infrator. Na fachada do estabelecimento não se pode divisar nem o número da rua nem a razão social. O local é sobejamente conhecido dos fiscais da Administração Regional de Pinheiros
 
Se o Psiu não pode identificar de outro modo, a lei então não se aplica?!
 
Segue anexo a imagem do local que está na esquina da Rua CAmpo Alegre com a Rua Fernão Dias ( em frente ao 683), no Largo de Pinheiros.
Às sextas e sábados à tarde, o som é perturbador e me impede de trabalhar, além de afetar minha saúde.
Mais informações em:
 
 
Solicito providências urgentes.
 
Read Guirar


Escrito por Guirar às 15h32
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O mais recente tormento dos fins de semana vem dessa esquina

Ao fundo se pode ver o letreiro do açougue e a banca de jornais. O som do bar dá exatamente em cima do jornaleiro.



Escrito por Guirar às 18h06
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A Pelicano que fechou, na esquina da Teodoro Sampaio



Escrito por Guirar às 18h03
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O Largo de Pinheiros e a Igtrja Nª Sª de Mont Serrat



Escrito por Guirar às 18h01
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16º email - Acredite se quiser!

Sábado, 27 de março de 2004
 
O açougue parou com o barulho. A Pelicano fechou de vez. Mas... ontem as Casas Bahia do Largo de Pinheiros colocaram uma caixa na calçada. Antes de telefonar para o Psiu resolvi telefonar para o gerente da loja. Foi bastante razoável, pediu desculpas pelo barulho e retirou o som. Caso encerrado.
 
Meia hora depois, ouço um som muito alto vindo da direção do açougue. Achei que era uma reincidência. Até cheguei a falar com o Sr. Leopoldo que me disse que faria a medição dos decibéis na próxima semana eque multaria o açougue em R$23.000,00 se fosse o caso.
 
Pouco depois, impressionado com o som exagerado, e para confirmar, atravessei a rua e fui até o jornaleiro. Surprêsa... Não era o açougue, era o bar da esquina que tem uma "juke box" na área do restaurante, a todo volume, bem defronte ao mais infeliz de todos, o jornaleiro. Não faço idéia de como ele suporta tal barulho.
Telefonei para o Sr. Leopoldo e comuniquei o fato. Disse-me que virá fazer a primeira advertência ao dono do bar.
 
O que espanta é que nunca isso ocorrera antes. Nem me pergunte a razão, não sou capaz de entender. Por que dependem tanto do som que tem que ser sempre ensurdecedor? Que espécie de neurose afeta esse povo que tem tal necessidade?
 
Mais uma vez a praça está sendo violentada sonoramente. O drama continua. Acredite se quiser.
 
Guirar


Escrito por Guirar às 17h55
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15º email - Mistério...

Sábado, 20 de março de 2004
 
Apenas música de fundo na praça. Até os pombos da praça parecem mais felizes.
 
É impressionante como a poluição sonora irrita a todos e torna as relações de trabalho e convívio impraticáveis. Neste segundo sábado sem ruído excessivo além dos motores dos veículos de grande porte, a praça já começa a adquirir um novo perfil. Novos visitantes e mais gente simplesmente passeando. Enfim, parafraseando o Arqtº Paulo Mendes da Rocha: "novas notícias sobre a vida". O humor é claramente outro. As brincadeiras, tiradas jocosas de bom gosto estão rolando soltas por aqui. O ânimo é outro apesar dos problemas gerados pela política econômica do governo federal.
 
O mistério fica por conta do que aconteceu com a loja da rede Magazine Pelicano. Encerrou as atividades na 2ª ou 3ª feira - quando fiquei sabendo. É o que dizem os cartazes afixados nas portas. Fechou as portas! Que estranho... Se sabiam que iam fechar por que tanto barulho?
 
Já posso ouvir as vozes das crianças. Nâo é uma maravilha?
 
Guirar
 
 
 
 
 


Escrito por Guirar às 15h34
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14º email - Enfim, um sábado novo no Largo de Pinheiros.

São 16:00hs de sábado, dia 13 de março de 2004.
 
Inédito! Não há marketing sonoro de camelô na praça. Ao menos até agora. Tudo que se ouve além dos motores de ônibus e caminhões é uma musica como que de uma "juke box" sem excessos.
 
Não se pode comemorar porque não estamos na "safra". É meio de mês e ninguém tem dinheiro para compras. É preciso aguardar o pagamento de salários para se verificar se a histeria por consumidores e lucro fácil não atropela o bom senso.
 
De qualquer modo, este fim de semana houve um salto qualitativo no Largo de Pinheiros. As pessoas não
têm que gritar para conversar na calçada, parecem até mais calmas, e a comunicação entre mim e clientes está agradável.
 
O açougue continua com o som, mas agora ambiente, internamente, chegando até aqui num nível tolerável, sem aquela locução diabólica, nem a repetição neurotizante de repertório. 
 
A Pelicano está calada, mas ainda me preocupa. Presumo que o Sr. Leopoldo do Psiu Pinheiros esteve ontem na Pelicano advertindo o gerente porque as caixas foram tiradas da calçada e não voltaram mais. Saberei na segunda e notificarei ao blog o que aconteceu.
 
Enfim, um surpreendente sábado novo no Largo de Pinheiros.
 
Guirar


Escrito por Guirar às 17h15
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