Caso emblemático
De janeiro a setembro de 2003 tentei amigavel e insistentemente para que o dono do açougue estabelecido há cerca de um ano no Largo de Pinheiros parasse com a violência sonora. Ignorou.
Em 08/09/2003 fiz a primeira reclamação (CA 0407869) com o Disc Psiu da Prefeitura no telefone 156. Fui informado que o açougue foi notificado naquela altura. Mas continuou com o barulho.
Em dezembro de 2003 fiz nova reclamação (CA 0583951) na esperança de que a multa cabível o faria interromper o uso abusivo da praça. Segundo a atendente do Disc Psiu, essa reclamação não obteve resposta (subôrno?).
Chamei a polícia cinco vezes das quais tres fui atendido e eles puderam testemunhar o fato mas alegaram não ter competência para impedir a "violência sonora".
Em janeiro de 2004 por volta do dia 19, registrei nova ocorrência no Disc Psiu (CA 636661). É preciso que se diga que o uso da caixa de som junto ao meio fio vem ocorrendo diariamente hà mais de um ano.
Na semana passada, tentei sem sucesso, a Ouvidoria da Prefeitura (0800-175717). Busquei então um contato direto com o Gabinete da Prefeita. No telefone 3101-5050 fui encaminhado para Dª Dayse que me atendeu dizendo-se sub-secretária do Secretário Zarattini. Muito solicita prometeu dar-me um retorno na última segunda feira, o que não aconteceu. Na quarta (ontem dia 11/02/2004) voltei a telefonar-lhe e ela novamente tomou meu telefone para me retornar ( ainda não recebi resposta). Entretanto dª Dayse me informou que agora o Disc Psiu está centralizado no Gabinete, nos telefones: 3104-5714 e 3101- 4785 sob responsabilidade de um senhor de nome Rosano.
Hoje, liguei para o Sr. Rosano que tomou meu telefone, anotou os dados do caso e me disse que telefonaria para a Regional de Pinheiros e me daria um retôrno tão logo tivesse uma resposta.
Devo também comentar que a impunidade do gerente do açougue levou outro vizinho a contratar serviços de locução para a porta da sua loja. Este caso foi resolvido porque a supervisão geral da rede Pelicano, temerosa de que o caso chegasse aos jornais, proibiu o uso do equipamento de som. Evento semelhante ocorreu com a igreja Nª Sª de Mont Serrat, que também interrompeu o uso de alto falantes depois que enviei um email para a Cúria Metropolitana.
Infelizmente o caso do açougue é de extrema renitência. A falta de ética e cortezia é evidente o que me leva à suspeita de que ele tem subornado os fiscais. São mais de cinco meses aguardando a ação da prefeitura para coibir o abuso e até agora nada. Estou escrevendo este email aturdido com o som que vem da praça.
Já enviei outros dois emails para este endereço eletrônico - emergencia@uuol.com.br e também não obtive nenhuma resposta. Enquanto isso a violência continua. Eu continuo sendo humilhado pelo vizinho e pela indiferença de todos os me tem ouvido.
Guirar
PS: Acabo de ligar novamente para o Sr. Rosano e só agora fui informado que a Regional de Pinheiros conta com um Disc Psiu, no telefone 3095-9597 sob os cuidados de um sr. Leopoldo. Curioso é que o Disc Psiu no 156 nunca me passou essa informação nesses cinco meses que tenho contato o orgão.
Em tempo: liguei para o Disc Psiu da Regional de Pinheiros e o Sr. Leopoldo não se encontrava. Atendeu-me uma senhora que disse ter recebido um telefonema do Sr. Rosano e que só estava aguardando o retôrno do Sr. Leopoldo para agendar para a próxima semana (!) uma visita ao açougue.
Na semana passada, para sinalizar minha disposição de me defender a todo custo, cortei um dos fios que leva a um dos dois alto falantes.
Meu prejuízo não é só físico. É financeiro e principalmente moral. Estou no limite de minha resistência.
Escrito por Guirar às 11h36
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