12º email - Desliga um e liga outro!!!
Sexta, dia 5 de março de 2004
O açougue parou hoje com o barulho, mas foi iniciada uma nova sessão de som ilegal na loja da Rede Pelicano que fica na esquina.
Telefonei para o serviço de reclamações da rede para reclamar do barulho antes de comunicar ao PSIU e Dª Silvana me disse que falaria com o gerente da loja. O barulho não parou e então liguei para o PSIU Pinheiros e denunciei o fato, o mesmo já havia acontecido no início de fevereiro. Atendeu-me o Sr. Leopoldo que me assegurou que viria até a Pelicano falar com o gerente. São 16:30hs e o som continua. Tenho dificuldade para conversar com meus clientes que logo se irritam com o barulho e vão embora.
Amanhã é sábado e certamente, se não houver uma ação hoje, voltarão com o barulho e o açougueiro sentir-se-á lesado por ter tido que interromper o seu "marketing".
Como é possível que um gerente de uma loja de uma rede tão importante como a Pelicano não tem respeito com os vizinhos e causa tamanha perturbação? Ainda o açougueiro é um jovem sem experiência e maturidade, mas um gerente de uma das lojas de uma rede de cerca de 150 lojas, é inadmissível. Parece que a organização depois do recente falecimento de seu fundador entrou em colapso de direção, visto que enquanto o dono da rede estava vivo não tenho memória nesses dois anos e meio em que gerencio meu estabelecimento de ter sido tratado, eu e os que vivem e trabalham na praça, dessa maneira tão grosseira pela Pelicano.
São 17:30hs e o barulho continua. O que foi feito do Sr Leopoldo, responsável pelo Psiu Pinheiros?
Será que as Casas Bahia e o Padre também vão ligar alto falantes para vender seus produtos?
A humilhação continua.
Guirar
PS: Sábado, dia 6 de março de 2004 - 10:00hs
As caixas de som estão a todo vapor na calçada da Pelicano.
Escrito por Guirar às 10h15
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11º email - É impressionante!
Hoje, dia 4 de março de 2004, logo pela manhã voltou o som à praça. Modificado e vindo do degrau da porta do açougue em alto volume. Penso que o Cauê deve ter imaginado que sua ameaça me faria aceitar a humilhação calado.
Liguei para Dª Meire no PSIU de PInheiros e reclamei pela enésima vez. Ela prometeu que às 13hs faria uma vistoria no local caso a chuva amainasse. Como não aconteceu a vistoria, voltei a ligar para ela por volta de 15hs e ela me transferiu para o Sr. Leopoldo que é o responsável pelo PSIU de Pinheiros. Ele ficou de fazer uma vistoria de imediato.
De fato, passada cerca de meia hora, notei que o som fôra desligado e que o açougueiro estava reunido com mais quatro homens na calçada. Dois deles pareciam fiscais da Prefeitura. E deveriam ser porque depois que foram embora, Cauê ficou olhando-me à distância e por uma grossa leitura labial parecia dizer que iria à forra. Não é impressionante que além de humilhar a todos com o som promocional abusivo ainda se sinta injustiçado?
Será que ele pensa que aqui é o Mato Grosso onde seu pai é rei sobre índios e peões? Sim, porque sua atitude é a de um príncipe boiadeiro mimado e déspota que se imagina senhor sobre todos e cuja vontade, por mais egoísta que seja, deve ser acatada e promulgada lei.
A história segue, agora sob o olhar da Folha de S. Paulo, e o tempo nos contará seu final.
Guirar
Em tempo: acabo de receber um telefonema do Sr. Leopoldo, do Psiu Pinheiros, confirmando ter sido ele que esteve há pouco no açougue, e, perguntando-me se o som havia parado. Confirmei que sim e ele acrescentou que instruiu Cauê e seu sócio quanto às penalidades cabíveis. Também me confirmou que a Regional de Pinheiros recebeu email da Folha de S. Paulo e para quem irá responder sobre as ações tomadas. Tudo leva a crer que o caso deve terminar aqui. Assim esperamos.
Até sábado.
Escrito por Guirar às 10h07
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10º email - A Folha de S. Paulo
Liguei para a Folha de S. Paulo para saber porque a "emergência" não responde aos meus emails. Primeiro entrei em contato com a redação da secção "Cotidiano", na segunda tentativa cheguei a resumir o caso a um jornalista - Chico (?) - que me encaminhou para a secção "A Cidade é Sua". Lá contei a história para a jornalista Fernanda que me solicitou um email que ela vai encaminhar para a Regional de Pinheiros.
Isso é um bom sinal porque vincula duas instituições importantes: Prefeitura e Folha.
Fui informado na Folha que os emails para emergencia@uol.com.br caemi numa outra secção (?) e que depois são distribuídos aos cadernos competentes. Não aconteceu e eu bem que gostaria de saber porque, afinal é o endereço eletrônico sugerido pelo site para denúncias e sugestões de pauta.
Ontem e hoje o açougueiro não colocou as caixas de som nem na calçada, nem dentro do açougue. Como eu imaginava, eles mesmos não suportam o som que construiram, mas sábado é dia 6, primeiro dia após o quinto dia útil do mes quando se esgota o prazo para pagamentos de salários. Isso quer dizer que eles não resistirão ao dinheiro circulante e devem colocar as caixas na calçada, a menos que o PSIU apareça como prometido.
Guirar
Escrito por Guirar às 18h18
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9º email - Fui ameaçado de morte!
Agora, às 9:45hs o dono do açougue entrou alterado na minha loja , um rapaz conhecido como Cauê. Além de uma série de impropérios ameaçou de "quebrar" a loja caso eu volte a cortar os fios das caixas ou caso ele receba a multa de R$21.000,00. Ele não vai desistir de colocar as caixas na calçada?
Disse-lhe que ele corria o risco de ter seu açougue fechado, e foi então que ele disse que "me apagava". Ainda cheguei a lembra-lo de que se ele dependia das caixas na calçada para manter seu açougue aberto, iria ter que fechar as portas. Ele parece não aceitar a idéia de ter que se enquadrar à necessidade de respeito aos usuários da praça. Deve de ser do tipo que só se sente vivo se levar alguma vantagem sobre o próximo.
Ele tremia muito de tão nervoso que estava e eu tive que me conter para não colocar mais lenha à fogueira porque também não sou capaz de aceitar quieto qualquer tipo de ameaça de quem quer que seja.
Ele parece querer insistir em se apropriar do espaço público, fisico e sonoro. Claro que se a sociedade permitir que isso ocorra, ainda mais num local tão EMBLEMÁTICO como o Largo de Pinheiros, tão tradicional quanto o Largo da Batata, no bairro mais antigo de São Paulo, a cidade e seu cidadão comum corre o risco, agora este, de se tornar escravo institucionalizado dos poderosos.
Guirar
Escrito por Guirar às 10h56
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8º email - DISC PSIU 156 é uma farsa?
Hoje, 2ª feira dia 01/03/2004 fiz várias ligações ao PSIU Central - fone: 31014785 e ao PSIU Pinheiros. Em duas delas consegui alguma comunicação. Ficou acertado que no próximo sábado, dia 6, os fiscais de Pinheiros me telefonarão para saber se as caixas estão na calçada ou se o volume de está excessivo caso as caixas estejam dentro do açougue. Em caso afirmativo virão para a autuação, caso contrário o esquema permanecerá por um mês.
Não acho que essa seja a solução definitiva. O que o Psiu deveria fazer seria tomar o depoimento dos habitantes do entôrno e agir segundo esses testemunhos.
Se nada funcionar e se as caixas estiverem na calçada, vai começar a acontecer o pior. Culpam-se: a Prefeitura, a Folha de S. Paulo e a Polícia Militar pelas consequências de tanta indiferença diante das denúncias de violência sonora a que a praça vem sendo submetida.
Guirar
Escrito por Guirar às 13h52
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