13º - Tragédia urbana à vista
É claro que o atendado de Madrid é um horror. Corpos estraçalhados, vidas humanas ceifadas. É claro que deve ser, e é fartamente noticiado.
No entanto, violência sonora, sistemática, enlouquecedora, numa das praças mais importantes da maior cidade do hemisfério sul do planeta, atingindo centenas de pessoas, passa desapercebida para a mídia.
E Big Brother é mais...
A Pelicano voltou hoje com o som na praça. Já liguei duas vezes para o Sr. Leopoldo no Psiu Pinheiros, para o Sr. Rosano na Central do Disc Psiu no Gabinete da Prefeitura e para a jornalista Fernanda, no - A Cidade é Sua - da Folha de S. Paulo.
O Sr. Leopoldo não estava, deixei recado comunicando o fato.
O Sr. Rosano atendeu-me como pode porque estava numa reunião e eu tentei ser rápido resumindo os fatos. Ficou de tomar providências.
A jornalista Fernanda suportou minha irritação - eu não poderia estar de outro modo - e me pediu novo email para o que chamou de "novo caso". Não concordei porque afinal a imprensa não pode gerar processos burocráticos. É o fato e pronto. Gentilmente disse-me que levaria o caso ao pauteiro e que, se ele achasse conveniente, entraria em contato comigo.
Perco imenso tempo para cumprir minha obrigação com a sociedade e nâo sou pago para isso. Faço-o por mim mesmo é verdade, mas principalmente por sentimento de cidadania e solidariedade. No entanto os predadores vêm ganhando terreno e dinheiro às custas do nosso sofrimento.
Guirar.
Escrito por Guirar às 12h48
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